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domingo, 5 de junho de 2011

Canteiro sustentável

As obras, geralmente, estão cercadas por pequenos problemas, sejam eles internos como uma máquina quebrada ou externos como fatores climáticos. Por conta disso, as empresas vão se aprimorando e cada vez mais desenvolve maneiras de tornar um canteiro de obra mais sustentável. 

Ontem, em uma visita ao site equipe de obra uma reportagem me chamou muita atenção. A matéria escrita por Heliosa Medeiros dizia o seguinte: "Um canteiro sustentável é aquele em que os desperdícios, improvisações, acidentes, impactos ambientais e incômodos à vizinhança e ao entorno são reduzidos ao máximo. Por isso, com um bom planejamento, é possível minimizar os problemas e reduzir a geração de resíduos, poeiras, ruídos, problemas no trânsito, acidentes de trabalho, poluição em geral e desperdício de recursos naturais. Os impactos são sentidos pelos próprios trabalhadores da obra, vizinhos, pedestres e visitantes."

Para isso, são tomadas medidas de organização do canteiro com o objetivo de facilitar o trabalho dos funcionários e o andamento da obra, evitando assim atrasos na execução por motivos de acidente, desperdício de material, sem falar no aumento de custo que isso traria para a empresa. São medidas simples como: 
  • Organizar materiais separadamente;
  • Uso de EPI's (Equipamentos de Segurança Individual) por parte dos funcionários;
  • Uso de produtos menos tóxicos.
Após uma triagem, pedaços de madeira de diversos tamanhos são armazenados
para posteriormente serem reaproveitados na própria obra.
Portanto, é fundamental manter a organização e lembre-se: O ambiente mais limpo não é o que mais se limpa, e sim o que menos se suja.



Abraço.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

e-Tower: Recorde Brasileiro

"O concreto de alto desempenho já é uma realidade em nosso país, o emprego de concreto com resistências maiores que as usuais têm se difundido muito nos últimos anos (resistência em torno de 50 MPa), principalmente em estruturas de edificações, pontes e pré-moldados. Porém ultrapassar a barreira dos 70 MPa de um concreto dosado em central e aplicado em uma estrutura seria um desafio. E foi este o grande desafio que fez com que a Engenharia Nacional obtivesse o recorde mundial com o uso do concreto de alto desempenhdo".

"O e-Tower é um edifício comercial, situado na rua Funchal, no bairro da Vila Olímpica, próximo à marginal Pinheiros, na cidade de São Paulo. O edifício, de 392 metros quadrados de área útil, possui um heliporto (na cobertura), escritórios, dois restaurantes, um auditório, uma piscina semi-olímpica, um ginásio e estacionamento com 800 vagas. Projetado por Aflalo & Gasperini Arquitetos, possui características que o qualificam como de última geração, tanto nos aspectos construtivos como de instalações."

Fachada (Obs.: O estacionamento fica localizado nesse "edifício" menor).

O edifíco chama atenção pela sua altura, que é de 150 metros, ele é o 10º arranha-céu mais alto do país. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a sua resistência a compressão. O e-Tower foi projetado para adquirir uma resistência de 80MPa (Mega Pascal) para que alguns pilares tivessem sua seção reduzida aumentando assim o espaço no interior do edifício, aumentando assim o número de vagas no estacionamento por exemplo.

"Tal fato é decorrente do emprego de um concreto com resistência a compressão de 125 MPa na concretagem de 5 pilares de 7 pavimentos do e-Tower...os altos valores obtidos representam, com certeza, dois recordes da engenharia brasileira: o mais elevado fck (força resistência a compressão) de projeto de pilares de uma estrutura de concreto no país; o concreto de mais alta resistência a compressão produzido em central e executado em obra..."

O concreto foi dosado com a cooperação da Concreto Engemix, Escola Politécnica da USP e da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland).

Construção em 2002

"As vantagens decorrentes dessa vitória são inúmeras: superior e elevada resistência da estrutura, facilidade de execução sem falhas de concretagem, durabilidade elevadíssima, vida útil superior a 500 anos, ..."


Abraço.

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domingo, 8 de maio de 2011

Nivelamento Geométrico

Sexta-feira, dia 06/05/11, na aula prática de topografia, fomos apresentados ao nível e recebemos a tarefa de fazer um levantamento altimétrico para a suposta construção de uma rodovia. Antes de falar sobre nivelamento geométrico é necessário que se entenda um pouco mais sobre topografia.

O que é topografia? É a ciência que tem como objetivo representar, no papel, a configuração de uma porção de terreno com as benfeitorias que estão em sua superfície. Permite a representação em planta de uma propriedade, dos detalhes que estão no seu interior (cercas, construções, córregos, vales, etc).

A topografia divide-se em Altimetria e Planimetria, sendo a Altimetria a técnica para medir distâncias e ângulos verticais ou diferenças de níveis, que na planta não podem ser representados, utilizando assim a vista laretal, corte e elevação para sua representação. Já a Planimetria é a técnica utilizada para medir ângulos e distâncias horizontais, sendo representada por meio de vistas.

Nesse post me aprofundarei apenas em Altimetria (Nivelamento), mas precisamente o Nivelamento Geométrico. Mas antes disso, vejamos os tipos de Nivelamento existentes. São eles:

  • Geométrico: É o mais exato dos nivelamentos realizado através de visadas horizontais com um instrumento chamado nível.
  • Trigonométrico: Realizado através de teodolitos com visadas com qualquer inclinação. Mais rápido que o geométrico, porém, menos preciso.
  • Barométrico: Baseia-se na relação existente entre a pressão atmosférica e a altitude. Tem pouca precisão, dispensa visibilidade entre os pontos a nivelar, Utilizam-se aneróides para a determinação da pressão atmosférica no campo.

NIVELAMENTO GEOMÉTRICO

Segundo o IBGE, é o método utilizado nos levantamentos altimétricos de alta precisão que se desenvolvem ao longo de rodovias e ferrovias. Utilizados para fins topográficos e geodésicos, a diferença entre estas duas finalidades de nivelamento geométrico está na precisão (maior no caso do nivelamento para fins geodésicos) e no instrumento utilizado. 

1 - Definição

Nesse tipo de nivelamento os dados são colhidos através de visadas horizontais. Consiste, portanto, em criar um plano horizontal e determinar as interseções deste plano com uma série de verticais levantadas nos pontos a nivelar e em seguida obter a distância vertical destes pontos ao plano de referência.

2 - Instrumentos Utilizados

a) Nível: Instrumento utilizado para a determinação de níveis horizontais.


b) Tripé: Suporte, geralmente de alumínio, onde se apoia o nível.


c) Mira: São réguas graduadas, de madeira ou alumínio, que são colocadas verticalmente nos pontos a nivelar e nas quais se mede a intersecção do plano horizontal traçado pelo nível. Sua menor célula gráfica é o centímetro.


d) Trena: Instrumento utilizado para medir a distância horizontal de um ponto a outro.


Visada: Leitura sobre a mira;
Lance: É a medida direta do desnível entre duas miras verticais;


Seção: É a medida do desnível entre duas referências de nível (RN) e é obtida pela soma algébrica dos desníveis dos lances. 


Linha de nivelamento: É o conjunto de seções entre duas RN chamadas de principais.

3 - Tipos de Nivelamento

a) Simples: O desnível entre os pontos de interesse é determinado com apenas uma única instalação do equipamento, ou seja, um único lance.

b) Composto: O desnível entre os pontos será determinado a partir de vários lances, sendo o desnível final calculado pela somatória dos desníveis de cada lance.


Observação: O nível estacionado em um ponto pode realizar a leitura de mais de uma mira, tanto em ré quanto em vante.


Por ter sido o tipo de nivelamento utilizado na aula prática de sexta é que resolvi falar um pouco mais desse tipo de nivelamento. A sala foi dividida em cinco grupos e cada grupo ficou responsável por um espaço de 80 a 100 metros. Cada grupo fez um nivelamento geométrico simples e depois serão agrupados todos os resultados formando um nivelamento geométrico composto. Segue abaixo algumas fotos:

Nível e mira


Trena

Conferindo a distância horizontal.







sábado, 30 de abril de 2011

Nova Jerusalém

Sei que ando em dívida com esse blog, mas é que a faculdade está apertando meu horário. Semana passada queria muito ter escrito algo que tivesse relação com a Semana Santa, e o assunto que me veio na cabeça foi o espetáculo da Paixão de Cristo em Nova Jerusálem, pela dimensão desse lugar e pela repercussão que este espetáculo tem, principalmente, aqui no Nordeste. Não é o estilo de post que eu costumo escrever, mas acho que vale a pena dar uma olhada.

Localizado no distrito de Fazenda Nova, município de Brejo da Madre de Deus, à 202 km de Recife, capital pernambucana. Os cenários reconstituem, parcialmente, a cidade de Jerusalém nos tempos em que viveu Jesus. Todos os anos, durante a Semana Santa, é realizado o espetáculo da Paixão de Cristo. 

Nova Jerusalém, maior teatro ao ar livre do mundo, é uma cidade-teatro com 100 mil metros quadrados, o que equivale a um terço da área murada da Jerusalém original. É cercada por uma muralha de pedras e 70 torres de 7 metros cada e no interior dispõe de 9 palcos, como o Palácio de Heródes.


O espetáculo começou a ser encenado em Fazenda Nova em 1951 por iniciativa de Epaminondas Medonça, depois de ter lido em uma revista como os alemães da cidade de Oberammergau encenavam a Paixão de Cristo. A idéia de construir uma réplica de Jerusálem partiu de Plínio Pacheco, que chegou a cidade em 1956. 

Plínio idealizou e construiu o teatro e apartir de 1968 os espetáculos começaram a ser feito em Nova Jerusalém. Os espectadores percorrem um circuito para ver cada cena, indo de um palco para o outro. Esse ano o espetáculo chegou a sua 44ª edição com recorde de público. 


É realmente uma obra notável.

domingo, 10 de abril de 2011

Aglomerantes

Alguns de vocês já devem ter ouvido falar nesse termo, aglomerantes. Mas o que são materiais aglomerantes? Para que são utilizados? Quais suas propriedades? É o que você verá agora.

Os aglomerantes são materiais com propriedades ligantes, em geral pulverulentos (que se apresenta em estado de pó fino) e que misturados com a água formam uma pasta que endurece por processos devido às reações químicas ou por simples secagem. São utilizados, também, para ligar agregados, formando um corpo sólido e coeso.

Esses materiais são classificados, basicamente, de duas formas. Quanto ao seu processo de endurecimento ou quanto à sua composição. 

Quanto ao processo de endurecimento

Nesse processo os aglomerantes são divididos em inertes e ativos. Os ativos são subdivididos em aglomerantes aéreos e hidráulicos.

  • Inertes: Endurecem por simples secagem. (Exemplo: Argila e betume).
  • Ativos: Endurecem devido a reações químicas.
    • Aglomerantes Aéreos: Aglomerante cuja pasta apresenta propriedade de endurecer por reação de hidratação ou pela ação química do CO2 presente na atmosfera e que, após endurecer, não resiste satisfatoriamente quando submetida a ação da água (NBR 11172/90). (Exemplos: Gesso e cal aérea).
    • Aglomerantes hidráulicos: Aglomerante cuja pasta apresenta a propriedade de endurecer apenas pela reação com a água e que, após seu endurecimento, resiste satisfatoriamente quando submetida à ação da água (NBR 11172/90). (Exemplos: Cal hidráulica, cimento natural e cimento portland).
Quanto a composição

Já quanto a composição os aglomerantes são divididos em quatro classes.

  • Simples: Cimento, cal e gesso;
  • Misto: Mistura pronta de cimento e cal;
  • Com adições ativas: Cal pozolânica;
  • Com adições inertes: Cimento colorido

Segue abaixo algumas definições importantes para melhor compreendimento desse tema.

Hidratação
Processo químico pelo qual um aglomerantes de origem mineral reage com a água (NBR 11172/90).

Hidraulicidade
Propriedade que caracteriza os aglomerantes hidráulicos de endurecer por hidratação, com desenvolvimento de resistência mecânica (NBR 11172/90).

Abraço.

quinta-feira, 31 de março de 2011

E o Japão não pára.

Que o Japão é um país de tecnologia bastante desenvolvida já sabemos. Mas hoje depois de ler uma reportagem, enviada por um amigo de curso, tive a real dimensão da diferença entre os japoneses e nós brasileiros. 

Apesar de o Japão ser um país extremamente preparado para grandes catástrofes é impossível sair ileso de uma tsunami como essa que aconteceu este mês, dia 11 de março de 2011. Em Naka, na província de Ibaraki, norte do país, uma rodovia foi reconstruída em apensas seis dias, isso mesmo meus caros, SEIS DIAS. Em pensar que aqui demora-se anos para tampar simples buracos. Vejam com seus próprios olhos.

Imagem da rodovia no dia 11 de março de 2011

Imagem da rodovia no dia 17 de março de 2011


Acessado em: 31/03/2011.





quarta-feira, 16 de março de 2011

19ª Feicon - Batimat 2011

Assistindo edição de hoje do Jornal Hoje, uma reportagem sobre a 19ª edição da Feicon - Batimat (Feira Internacional da Indústria da Construção) me chamou muita atenção. A feira apresenta as últimas tendências, soluções e serviços para a indústria da construção civil.

As principais marcas do mercado brasileiro de construção civil estarão presentes no evento, que espera receber cerca de 150 mil visitantes e apresentar mais de 2.500 lançamentos e novidades. A Feicon - Batimat contará com a participação de 750 marcas, de 20 países (como Itália, Espanha, Turquia, México, Emirados Árabes, Alemanha, Inglaterra, Portugal e Argentina) e é direcionada a arquitetos, engenheiros, incorporadores, lojistas de materiais para construção, construtores, decoradores e consumidores interessados em construir e reformar.

A feira começou ontem na cidade de São Paulo, no pavilhão de exposições do Anhembi, e terminará dia 19, sábado. Pra quem está perto e tem condições de ir conferir o evento, vale a pena! Quem quiser assistir à matéria apresentada no Jornal Hoje, clique aqui. Segue abaixo também o site da Feicon.

http://www.feicon.com.br/