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domingo, 13 de março de 2011

Comunicado 01: Postagens

Boa noite!

Como foram de Carnaval? Pois é, depois de passar duas semanas sem publicar nenhuma postagem por conta do carnaval, venho através deste post informar que de agora em diante publicarei novos post's aos sábados ou aos domingos.

Grato!


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Cimento Portland

Que o cimento é um dos produtos mais importantes da engenharia civil é um consenso geral, mas esse material tão conhecido entre os populares é formado por quais constituintes? Como é fabricado? Pode ser transportado de qualquer jeito? E o seu armazenamento, como é? Enfim, conheça um pouco mais desse aglomerante.


Então, vejamos primeiro o que é um aglomerante. Aglomerante ou ligante é um material formado pela aglutinação de outros materiais, chamados agregados. Em contato com a água forma uma pasta, a qual é moldável e maleáve, permitindo o fácil manuseamento do material. Ao juntar areia a essa pasta forma-se uma argamassa que depois de seca se torna rígida e resistente.

O Cimento Portland é obtido pela pulverização de clinker constituído essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio, com certa proporção de sulfato de cálcio natural, contendo, eventualmente, adições de certas substâncias que modificam suas propriedades e/ou facilitam seu emprego. Mais o que é clinker?

Clinker é um produto de natureza granulosa, resultante da calcinação (aquecimento de um composto até ele virar um pó) de uma mistura daqueles materiais, conduzida até o início de sua temperatura de fusão. É um dos principais itens na composição do Cimento Portland trazendo acentuada característica de ligante hidráulico e estando diretamente relacionado com a resistência mecânica do material após a hidratação.

Constituintes

O Cimento Portland é constituído fundamentalmente pela cal, a sílica, a alumina, o óxido de ferro, certa proporção de magnésia e uma pequena porcentagem de anidrido sulfúrico, que é adicionado após a calcinação para retardar o tempo de endurecimento do produto. Há ainda como constituintes menores, as impurezas, o óxido de sódio, o óxido de potássio, o óxido de titânio e outras substâncias de menor importância.

Fabricação

Quanto à fabricação desse material, acontece em instalações industriais de grande porte, localizadas junto às jazidas que se encontram em situação favorável para o transporte do produto acabado aos consumidores. Segue abaixo uma ilustração das etapas de fabricação.


No processo de fabricação do cimento Portland são usadas temperaturas muito altas e mesmo após o resfriamento e estocagem o produto é expedido com temperaturas de até 60ºC. Em função disso, não é ensacado em embalagens plásticas, mas de papel kraft que - se devidamente manuseadas - são adequadas para manter a qualidade do produto durante o prazo de validade.

Armazenamento

O cimento exige certo cuidado no seu armazenamento. É necessário evitar qualquer risco de hidratação, já que o cimento endurece em contato com a água. Os sacos de papel não garantem a impermeabilização necessária, razão pela qual não se deve armazenar cimento por muito tempo. Para armazenagem por curto espaço de tempo, pode-se cobrir as pilhas de sacos de cimento com lona, sendo elas colocadas sobre um estrado (tablado) de madeira covenientemente elevados do solo. Não se recomenda o armazenamento por mais de três meses.



Transporte

O transporte de cimento ensacado é uma tarefa que merece bastante cuidado. Isto porque, devido a sua própria natureza, o cimento reage facilmente com a água, mesmo que ela se apresente em forma de chuva ou de umidade ambiente. Por isso, e pelo fato do preço do saco contribuir de maneira considerável no custo é que se procede, sempre que possível, ao seu transporte a granel, feito sempre em reservatórios metálicos estanques (secos).

Quando o caminhão é estacionado na área de carregamento da fábrica, recebe uma inspeção onde são verificadas as condições da carroceria: se não está suja ou molhada, se não há algum material que possa danificar a sacaria, se não a furos no assoalho, se a lona é apropriada, além das condições e arrumação dos estrados, caso houver. Quando o transporte for feito por caminhão frigorífico, é fundamental que o interior do baú seja previamente seco e que receba ventilação, para evitar a concentração de umidade.





quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pavegen

Seguindo na linha do ecologicamente correto e considerando a contínua busca por novas fontes de energia, surge um novo conceito para obtenção de energia limpa e renovável. Uma empresa inglesa chamada Pavegen Systems criou o Pavegen, uma espécie de piso de borracha que pode ser colocado em calçadas, boates, shoppings, etc.


Funciona da seguinte forma: a placa, feita de um material emborrachado, afunda cerca de cinco milímetros ao ser pisada e com esse movimento ela transforma energia cinética em eletricidade. Essa energia elétrica é então armazenada em uma bateria de lítio ou transferida para alguns objetos como postes, sinais ou letreiros eletrônicos. Um LED, que consome menos de 5% da capacidade do Pavegen, anuncia a geração de energia.




As novas calçadas já estão sendo testadas em Londres, Inglaterra.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cúpula de Houston

Acho que alguns de vocês já devem ter visto, ou pelo menos ouvido falar, em uma séria chamada Engenharia Extrema, apresentada pelo canal Discovery. Pois bem, essa série mostra alguns projetos grandiosos que podem se tornar realidade em um futuro breve.

Houston, quarta cidade mais populosa dos Estados Unidos, pode ser cenário de uma das mais impressionantes obras da engenharia moderna. A construção de uma cúpula que cobrirá grande parte da cidade. Houston fica no segundo maior estado do país, o Texas, que está localizado no sudoeste dos Estados Unidos.


A cúpula gigante terá cerca de 460 metros de altura e 1600 metros de diâmetro. Ela será formada por placas de metal, no formato de um hexágono, e por um plástico conhecido como ETFE. O plástico, que servirá como uma lona, é muito resistente e suporta 80° de calor intenso.


A cidade de Houston, assim como o estado do Texas, é muita afetada por tempestades, furações e outras consequências do aquecimento global como o calor extremo. Grandes tempestades chegam a custar até 10 bilhões de dólares à cidade, além do gasto de energia em dias de calor intenso (aumento o uso de ar-condicionados). Houston consome anualmente mais energia que a cidade de Los Angeles.

A "cobertua" deixaria Houston, cidade onde está localizada a sede da Nasa, mais protegida dos efeitos climáticos. Por conta disso, engenheiros e cientistas norte americanos se uniram para desenvolver esse projeto.

Se esse projeto vai se tornar uma realidade ou não vai passar de um sonho visionário eu não sei, mas a engenharia, junto com outras profissões, busca a cada dia soluções viáveis para os problemas da sociedade.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Gel Impermeabilizante


Boa tarde! Agora que as férias estão chegando ao fim me esforçarei para atualizar este blog toda semana,  com novos post às quintas-feiras. Assistindo semana passada ao NETV, tele jornal aqui do estado, uma reportagem me chamou atenção. O uso de um gel impermeabilizante para substituir as lonas que são utilizadas em morros, com o objetivo de minimizar os riscos de desabamento, como esses que aconteceram no estado do Rio de Janeiro e que acontecem todo ano em nosso país. O produto será aplicado nas principais áreas de risco da região metropolitana do Recife. Nessa terça-feira, 1 de fevereiro de 2011, começou a aplicação do gel na cidade de Jaboatão dos Guararapes e o primeiro lugar a receber foi a comunidade de Santo Aleixo. Mas será que o gel funciona mesmo? E onde é fabricado? É mais eficaz que as lonas? 

O gel é fabricado à base de bio-óleo vegetal e polímero acrílico, tem a coloração da cal e é importado dos Estados Unidos. É muito mais ecológico, sem falar que as lonas podem servir de esconderijo para alguns animais. Ele cria uma camada semelhante a uma resina transparente, fazendo com que a água deslize encosta abaixo, evitando o encharque do solo e consequentemente diminuindo os riscos de deslizamentos.


Aplicação do gel na comunidade de Santo Aleixo.
Essa técnica começou a ser utilizar aqui em Recife em 2007, no bairro do Vasco da Gama, Zona Norte da cidade. Porém, naquela época o produto estava apenas em fase de testes e por isso não teve sequência à sua aplicação nas demais áreas de risco da cidade. O produto volta a ser testado esse ano, começando pelo bairro do Ibura e com o projeto de ser aplicado em vários pontos de risco da região metropolitana do Recife (são cerca de três mil áreas em risco, segundo a Codecir). Essa medida está sendo chamada de Operação Inverno e tem como objetivo principal minimizar as consequências causadas pelas fortes chuvas desta estação.



"No Vasco da Gama foi só uma demonstração. Não houve reaplicação. Apesar disso, os resultados foram positivos. Mas não podemos ter certeza de que foi exclusivamente por causa do produto. No Ibura, vamos monitorar a área para testar o produto que está sendo utilizado. Desta vez, vamos garantir o reforço para, depois disso, avaliar o funcionamento. Estamos ampliando essa experiência para ver se podemos utilizá-lo daqui pra frente numa maior abrangência", afirmou Almir Schvartz, secretário de Controle, Desenvolvimento Urbano e Obras da Prefeitura do Recife. Segundo ele, as principais vantagens do polímero em relação à lona é que ele dura mais, cerca de cinco anos, e não serve de esconderijo para escorpiões, baratas e roedores. A vida útil da lona não costuma chegar a um ano e os custos são semelhantes. Veja abaixo à entrevista do secretário Schvartz:



O gel impermeabilizante tem uma vida útil de cinco anos, mas precisa ser reaplicado anualmente, em quantidade equivalente a 20% do volume inicial e sua secagem completa leva em média oito horas. De acordo com o representante da Projeção Construções, Empreendimentos e Comércio LTDA, Jefferson Lima - que segundo a prefeitura do Recife é a empresa que está negociando o gel com o poder municipal - o mesmo produto, da marca norte americana Etack Environmental Solutions, chegou a ser utilizado pelo Exército dos Estados Unidos, durante as guerras do Iraque e do Afeganistão, na areia de um deserto para reter a poeira e criar pistas emergenciais para pouso de aeronaves.



Espero que essa iniciativa da Prefeitura do Recife inspire mais pessoas do poder público a buscar novas formas eficazes, econômicas e ecologicamente corretas de resolver esse problema de deslizamento de encostas, que afeta todo o país. Fica minha humilde contribuição.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Região Serrana

Antes de mais nada, venho através desse post desejar toda minha solidariedade ao povo carioca, mais precisamente aos moradores da região Serrana. É lamentável saber que todo começo de ano pessoas morrem por causa de chuvas fortes, ou melhor, falta de infra estrutura, já que é mais que normal chover essa época do ano.

Primeiro, é necessário esclarecer que não está chovendo mais que o normal. Em 1981 já aconteceu um evento desse tipo nessa mesma região do estado do Rio de Janeiro. Então por que nessa época do ano sempre acontece esses "acidentes"? 

Creio que o maior culpado seja o governo brasileiro, com toda sua incompetência. Será que depois de 30 anos não foi possível ao menos desenvolver um sistema de evacuação? Porém, a população tem uma parcela de culpa, já que é de conhecimento de todos que construir em encostas é altamente perigoso, ainda mais residências. No entanto, o governo peca outra vez ao deixar a população habitar esse tipo de terreno sem qualquer fiscalização.

As vertentes e encostas são de alta inclinação e já, em si, trazem uma instabilidade muito grande. Os escorregamentos são parte integrante e natural...A ação do homem mexendo com essas áreas tão instáveis - desmatando, cortando, fazendo aterros, lixões, fossas de infiltração - potencializa toda essa instabilidade e pela presença humana torna essa instabilidade trágica, porque o escorregamento ou vários escorregamentos têm, infelizmente, a propriedade de soterrar pessoas”, explica o geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos. 

Domingo, dia 16 de janeiro de 2011, o programa Fantástico (da emissora Rede Globo) exibiu uma reportagem com um geólogo em um laboratório da USP mostrando o que acontece com o solo nesse tipo de terreno para que ocorra um deslizamento. Veja o vídeo abaixo:





Para ajudar os moradores afetados pela chuva na Região Serrana clique aqui e veja os postos de doação do seu estado.

Grande abraço e que Deus ilumine todas essas pessoas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Yas Marina Circuit

Bom, em primeiro lugar gostaria de me desculpar pelos 50 dias de ausência neste blog. Final de semestre na faculdade é sempre muito corrido, ainda mais para quem não costuma passar por média em todas as matérias, como é o meu caso (hehe). Mas enfim, cá estou para publicar mais um post.

Os que costumam acompanhar a fórmula 1 e os interessados no esporte, viram que a última corrida do ano foi realizada nos Emirados Árabes Unidos, na cidade de Abu Dhabi. Recentemente o país ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022, mas isso é assunto para um futuro post. Vamos nos concentrar no Yas Marina Circuit.



O Campeonato Mundial de Fórmula 1 não é apenas o desporto mais glamoroso do mundo, é também o maior evento desportivo anual. O campeonato é transmitido para 188 países, com uma audiência acumulativa de 2,73 bilhões de espectadores, uma média impressionante de 120 milhões por prova. O Yas Marina Circuit é o mais recente autódromo do mundo a receber uma das 17 corridas que completam o Campeonato Mundial de F1.



Desenhado por Herman Tilke e com acesso por terra, mar e ar o Yas Marina Circuit  é o mais belo, inovador e luxuoso circuito da fórmula 1, na minha humilde opinião. O autódromo fica nas ilhas Yas, localizada na estrada que vai para Abu Dhabi. O circuito tem 5,5 quilômetros de comprimento e ainda será construída uma pista de kart ao lado do autódromo. Integrado em um projeto de 30 bilhões de euros, iniciado em 2007, Yas Island é a mais recente ilha artificial dos EAU, localizada perto da capital Abu Dhabi.


Estende-se por 2500 hectares e incluem além do autódromo, hotéis, um parque temático da Ferrari (inaugurado na semana do GP) e um parque da Warner Brothers (em construção), um parque aquático, campos de golfe, marinas e prais, clubes de pólo, apartamentos, moradias e vilas, além de centros comerciais e restaurantes. Há também uma torre "Sun Tower" (que funciona com energia solar) para receber os convidados V.V.I.P, ou seja, mais que Vip e um Hotel (Yas Marina).

O Yas Marina é um hotel cinco estrelas, fica dentro do autódromo e possui uma tecnologia semelhante ao do estádio do Bayern de Munich (time alemão), com iluminação à noite. Do hotel é possível ter acesso a várias partes do autódromo, como o paddock. Além disso, a pista passa por dentro do hotel, que dispõe de 6 restaurantes, 500 quartos, piscinas, etc. 



O centro de imprensa tem capacidade para 600 jornalistas, a área de paddock tem 40 mil metros quadrados. Um peculiaridade desse autódromo é que é disponibilizado as equipes casas de primeiro andar, diferentes dos outros GP's onde é reservado uma área para os caminhões das equipes.

FELIZ NATAL!!!